A Declaração do Milênio foi aprovada pelas Nações Unidas em setembro de 2000. O Brasil, em conjunto com 191 países-membros da ONU, assinou o pacto e estabeleceu um compromisso compartilhado com a sustentabilidade do Planeta.

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são um conjunto de 8 macro-objetivos, a serem atingidos pelos países até o ano de 2015, por meio de ações concretas dos governos e da sociedade.

São a agenda do Planeta, a agenda da Humanidade. São a agenda do Brasil. A agenda de cada um de nós.

Mais de 550 milhões de pessoas poderão ser removidas da extrema pobreza e mais de 300 milhões deixarão de passar fome. Além disso, um progresso expressivo vai ocorrer na saúde infantil, com milhões de crianças e mães salvas.

As Metas do Milênio são conhecidas no Brasil como os “8 Jeitos de Mudar o Mundo” e fazem parte de nossa política de Responsabilidade Social Individual.

Veja como você pode fazer parte deste movimento.

1.Erradicar a extrema pobreza e a fome
Reduzir pela metade a população de pessoas que sobrevivem com menos de 1 dólar por dia e a população que passa fome são metas estabelecidas. Cerca de 32 milhões de brasileiros, o equivalente a 9 milhões de famílias, sofrem diariamente com a fome. Sua renda mensal garante, na melhor das hipóteses, a aquisição de apenas uma cesta básica de alimentos no mês.

2.Atingir a Educação básica de qualidade para todos
No mundo existem 113 milhões de crianças fora da escola. O Brasil praticamente já atingiu a meta de incluir todas as crianças na escola, com mais de 57 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. O esforço agora é pela qualidade de ensino e pela ampliação do número de anos de estudo. Os resultados serão adultos alfabetizados e capazes de contribuir para a sociedade como cidadãos e profissionais.

3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia da mulher
Dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres. A superação das disparidades entre meninos e meninas no acesso à escolaridade formal será um alicerce fundamental para capacitar as mulheres a ocuparem papéis cada vez mais ativos tanto no mundo econômico quanto na atividade política em seus países.

4. Reduzir a mortalidade infantil
Todos os anos 11 milhões de bebês morrem de causas diversas. É um número alarmante, mas que vem caindo desde 1980, quando as mortes somavam 15 milhões. Diante desses dados, o caminho para se atingir o objetivo dependerá de muitos e variados meios, recursos, políticas e programas — dirigidos não só às crianças mas a suas famílias e comunidades.

5. Melhorar a saúde materna
Nos países em desenvolvimento, as carências no campo da saúde reprodutiva fazem com que exista um óbito materno a cada 48 partos. A redução da mortalidade materna é um objetivo que depende em grande parte da promoção integral da saúde das mulheres em idade reprodutiva. A presença de profissionais qualificados na hora do parto é um reflexo do desenvolvimento de sistemas integrados de saúde pública.

6. Combater a AIDS, a malária e outras doenças
Em grandes regiões do mundo, epidemias mortais vêm destruindo gerações e cerceando qualquer possibilidade de desenvolvimento. Em todo o mundo, 39,1 milhões de pessoas são portadores do vírus da AIDS. Ao mesmo tempo, a experiência de países como o Brasil, Senegal, Tailândia e Uganda vem mostrando que a expansão do HIV pode ser detida.

7. Garantir a sustentabilidade ambiental
Um bilhão de pessoas ainda não tem acesso à água potável. Ao longo dos anos 90, no entanto, quase o mesmo número de pessoas teve acesso à água bem como ao saneamento básico. A água e o saneamento são dois fatores ambientais chaves para a qualidade da vida humana. Ambos fazem parte de um amplo leque de recursos naturais que compõem o nosso meio ambiente e que devem ser protegidos (como florestas, fontes energéticas, o ar e a biodiversidade).

8. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento
Muitos países em desenvolvimento gastam mais para pagar os juros de suas dívidas do que para superar os problemas sociais. Ao ajudar a capacitação de profissionais que pensarão e negociarão as novas formas para conquistar mercados e tecnologias, abre-se um sistema comercial e financeiro não apenas para grandes países e empresas, mas para uma concorrência verdadeiramente livre entre todos.

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